De que a evangelização infantil é fundamental no progresso do Espírito que reencarna na Terra, não há dúvida. De que as casas espíritas têm essa consciência, já não é possível ter certeza.
Em São Bernardo do Campo, com certa frequência, anunciam-se eventos e encontros entre evangelizadores. Uma tentativa honesta e bondosa de ampliar conhecimento, trocar experiências e criar um clima de união entre colegas de tarefa.
Em muitos centros, o papel de evangelizador é visto como apenas o de "cuidador das crianças enquanto os pais acompanham as palestras". Em geral, delegado a quem tem pouco conhecimento doutrinário e que ali está por não haver outros que queiram. Um desprezo pela atividade e um menosprezo pelos voluntários.
Felizmente, existem também bons projetos, organizados e até ambiciosos. Falta-lhes motivação para vingar ou crescer.
O impeditivo está na cabeça de dirigentes que investem apenas na ampliação das câmaras de passes ou do quadro de médiuns. Há uma clara intenção de privilegiar as atividades que envolvem tratamentos espirituais, reuniões de desobsessão ou manifestações públicas de mediunidade.
Se a mesma energia fosse gasta no aprimoramento do estudo, do estímulo ao autoconhecimento e da transformação moral, começando obviamente pela evangelização dos pequenos, pouparia-se uma quantidade significativa de esforços no futuro.
Muitos na cidade qualificam o centro espírita como "pronto-socorro espiritual". Se estiverem certos, o estado da evangelização infantil é grave, exigindo transferência imediata para uma UTI.
SBC Espírita
Notícias, artigos, comentários e análises sobre o Espiritismo em São Bernardo do Campo.
domingo, 4 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Tem a palavra espírita na placa da instituição que você frequenta?
Não vamos aqui opinar, neste momento, a cerca dos nomes que batizam as casas espíritas em São Bernardo do Campo. O debate é amplo e será oportunamente desenvolvido.
De imediato, uma questão é prioridade: o que está escrito na placa do centro que você frequenta? De forma mais direta: tem a palavra espírita no letreiro? Se sim, o assunto ganha seriedade extra.
Toda instituição que se diz espírita assume um compromisso doutrinário. Entende-se que ali, naquele local, zela-se pelos princípios adotados e organizados por Allan Kardec, estuda-se o Espiritismo de forma disciplinada, tendo como base as obras da codificação e estimula-se a caridade.
O ambiente é adequado para o estudo, as palestras têm fundamentação cristã, os tarefeiros respeitam a ordem e exercitam a ética.
Qualquer desvio doutrinário, comportamental ou moral, age contra o objetivo da instituição. Se a casa não tem condições de respeitar o que colocou na placa fixada na entrada, o ideal é que mude urgentemente a nomenclatura.
Vários são os centros que não apresentam compromisso com a Doutrina Espírita e mais parecem clubes de convivência. Espaços que agrupam pessoas de boas intenções, mais preocupadas em colocar a conversa em dia do que usar o tempo e o espaço para seu progresso moral à luz do Espiritismo.
Ainda há tempo de alterar a placa ou honrá-la.
De imediato, uma questão é prioridade: o que está escrito na placa do centro que você frequenta? De forma mais direta: tem a palavra espírita no letreiro? Se sim, o assunto ganha seriedade extra.
Toda instituição que se diz espírita assume um compromisso doutrinário. Entende-se que ali, naquele local, zela-se pelos princípios adotados e organizados por Allan Kardec, estuda-se o Espiritismo de forma disciplinada, tendo como base as obras da codificação e estimula-se a caridade.
O ambiente é adequado para o estudo, as palestras têm fundamentação cristã, os tarefeiros respeitam a ordem e exercitam a ética.
Qualquer desvio doutrinário, comportamental ou moral, age contra o objetivo da instituição. Se a casa não tem condições de respeitar o que colocou na placa fixada na entrada, o ideal é que mude urgentemente a nomenclatura.
Vários são os centros que não apresentam compromisso com a Doutrina Espírita e mais parecem clubes de convivência. Espaços que agrupam pessoas de boas intenções, mais preocupadas em colocar a conversa em dia do que usar o tempo e o espaço para seu progresso moral à luz do Espiritismo.
Ainda há tempo de alterar a placa ou honrá-la.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Bingo na Centro Espírita, e agora?
Circula pelas redes sociais o convite de uma casa espírita de São Bernardo do Campo para uma festa a realizar-se em data próxima. A programação inclui música, boa comida e bingo.
"Gosto não se discute", diz a fala popular, que cabe perfeitamente para o tema música. A instituição promete a apresentação de um jovem que traz no repertório clássicos do rock nacional. Seria a casa espírita o espaço para shows de tal formato?
Em tempos de tantos programas de TV sobre culinária, não faltam especialistas para analisar e validar receitas, pratos e sobremesas. A festa anunciada promete fartas opções como churrasco, doces e bebidas. Seria a casa espírita o local adequado para esbanjamento gourmet?
O convite destaca ainda o bingo que, desta vez, não veio acompanhado da palavra beneficente. Seria a casa espírita uma versão cristã dos cassinos?
Infelizmente, muitos são aqueles que insistem e persistem em trazer para dentro da casa espírita o que acontece fora de seus muros, quando deveriam se esforçar em fazer o caminho inverso.
Música é bem-vinda, desde que traga elevação, paz, reflexão e harmonia. Comida deve vir acompanhada de simplicidade. Menos é mais.
E o bingo? Qual o benefício real do jogo? Enriquecer rapidamente o caixa da instituição? Divertir os frequentadores estimulando o desequilíbrio emocional? O debate é amplo.
Em artigo que pode ser facilmente encontrado na internet, o palestrante Alkindar de Oliveira declara que "no Centro Espírita, o Bingo é um jogo onde todos ganham, pois mesmo que a maioria não ganhe o prêmio objeto do bingo, ninguém deixará de ganhar o prêmio maior: que é o de poder contribuir com uma causa nobre em prol do bem do próximo."
Oliveira observa o assunto com um olhar romântico e benevolente, porém não considera que basta uma pessoa se desequilibrar, estimulada pelo jogo, para colocar tudo a perder. A experiência também mostra que o Bingo atrai uma grande plateia que tem pouco interesse pela causa espírita e até mesmo pelo Espiritismo. Elas estão lá pela matemática do "investimento". Na dúvida, optar por não fazer é garantia de paz na consciência.
Raul Teixeira, palestrante, também falou sobre o tema em entrevista ao Jornal Correio Espírita. De acordo com Teixeira, "a casa espírita, sendo educandário básico da mente popular, não comporta nenhum tipo de jogo de azar nem de sorte. Ela deve ser o espaço para que seja feito aquilo que a Doutrina Espírita propõe. No dia em que a casa espírita se converter num espaço de jogos de qualquer teor, ainda que sob a justificativas as mais piedosas, em nome da caridade, terá se convertido num clube, numa área que não serve mais à causa de Cristo, mas aos interesses imediatistas dos indivíduos. Os jogos são eminentemente do mundo e, obviamente, não se ajustam à proposta da casa espírita e muito menos à Doutrina Espírita. Com todo respeito àqueles que usam o espaço do centro espírita para fazer o que lhes dá na mente, o que lhes vem à cabeça, temos que dizer que eles estão ignorando a seriedade do compromisso espírita, atraiçoando a confiança com que os generosos Mentores do mundo os convidaram para o trabalho na fulgurante Seara Espírita. Que a casa espírita tenha necessidade de recursos materiais para atender aos seus trabalhos materiais, não resta dúvida. Contudo, deveremos procurar operar no campo das coisas dignas, que não comprometam os princípios espíritas nem enxovalhem o nome de tantas almas que sofreram e choraram, que deram suas vidas e suas mortes, a fim de que hoje encontrássemos essa liberdade de ser espíritas, de afirmar alto e em bom som a nossa fé, em toda a parte."
Qual a sua opinião a respeito? Comente!
"Gosto não se discute", diz a fala popular, que cabe perfeitamente para o tema música. A instituição promete a apresentação de um jovem que traz no repertório clássicos do rock nacional. Seria a casa espírita o espaço para shows de tal formato?
Em tempos de tantos programas de TV sobre culinária, não faltam especialistas para analisar e validar receitas, pratos e sobremesas. A festa anunciada promete fartas opções como churrasco, doces e bebidas. Seria a casa espírita o local adequado para esbanjamento gourmet?
O convite destaca ainda o bingo que, desta vez, não veio acompanhado da palavra beneficente. Seria a casa espírita uma versão cristã dos cassinos?
Infelizmente, muitos são aqueles que insistem e persistem em trazer para dentro da casa espírita o que acontece fora de seus muros, quando deveriam se esforçar em fazer o caminho inverso.
Música é bem-vinda, desde que traga elevação, paz, reflexão e harmonia. Comida deve vir acompanhada de simplicidade. Menos é mais.
E o bingo? Qual o benefício real do jogo? Enriquecer rapidamente o caixa da instituição? Divertir os frequentadores estimulando o desequilíbrio emocional? O debate é amplo.
Em artigo que pode ser facilmente encontrado na internet, o palestrante Alkindar de Oliveira declara que "no Centro Espírita, o Bingo é um jogo onde todos ganham, pois mesmo que a maioria não ganhe o prêmio objeto do bingo, ninguém deixará de ganhar o prêmio maior: que é o de poder contribuir com uma causa nobre em prol do bem do próximo."
Oliveira observa o assunto com um olhar romântico e benevolente, porém não considera que basta uma pessoa se desequilibrar, estimulada pelo jogo, para colocar tudo a perder. A experiência também mostra que o Bingo atrai uma grande plateia que tem pouco interesse pela causa espírita e até mesmo pelo Espiritismo. Elas estão lá pela matemática do "investimento". Na dúvida, optar por não fazer é garantia de paz na consciência.
Raul Teixeira, palestrante, também falou sobre o tema em entrevista ao Jornal Correio Espírita. De acordo com Teixeira, "a casa espírita, sendo educandário básico da mente popular, não comporta nenhum tipo de jogo de azar nem de sorte. Ela deve ser o espaço para que seja feito aquilo que a Doutrina Espírita propõe. No dia em que a casa espírita se converter num espaço de jogos de qualquer teor, ainda que sob a justificativas as mais piedosas, em nome da caridade, terá se convertido num clube, numa área que não serve mais à causa de Cristo, mas aos interesses imediatistas dos indivíduos. Os jogos são eminentemente do mundo e, obviamente, não se ajustam à proposta da casa espírita e muito menos à Doutrina Espírita. Com todo respeito àqueles que usam o espaço do centro espírita para fazer o que lhes dá na mente, o que lhes vem à cabeça, temos que dizer que eles estão ignorando a seriedade do compromisso espírita, atraiçoando a confiança com que os generosos Mentores do mundo os convidaram para o trabalho na fulgurante Seara Espírita. Que a casa espírita tenha necessidade de recursos materiais para atender aos seus trabalhos materiais, não resta dúvida. Contudo, deveremos procurar operar no campo das coisas dignas, que não comprometam os princípios espíritas nem enxovalhem o nome de tantas almas que sofreram e choraram, que deram suas vidas e suas mortes, a fim de que hoje encontrássemos essa liberdade de ser espíritas, de afirmar alto e em bom som a nossa fé, em toda a parte."
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Conselho Espírita ou Igrejismo?
O Conselho Espírita de São Bernardo do Campo afirma ter como objetivo organizar, unificar e integrar as instituições espiritistas da cidade. Aparentemente, atua como uma réplica menor da Federação Espírita Brasileira, partidarizando o Espiritismo, colocando-o como uma religião tradicional, com sacerdotes e líderes, envaidecendo seus participantes com o título de conselheiros, mas que pouco prestígio tem entre os espíritas são-bernardenses.São Bernardo possui atualmente mais de sessenta instituições de caráter espírita. Sabe-se que poucas contribuem financeiramente com o Conselho, e um número ainda menor participa ativamente das reuniões. Fatores não faltam para explicar esse cenário.
Em seu livro "O Centro Espírita", o professor José Herculano Pires combate o esforço de muitos em "igrejificar" o Espiritismo, emparelhando-o com as religiões decadentes e ultrapassadas, formando por toda parte núcleos místicos, desligados da realidade imediata. Ao que parece, assim é o Conselho Espírita de São Bernardo do Campo, formado em sua maioria por pessoas de bons princípios, estimuladas a cooperar, porém guiadas por ideias decadentes, superadas e antidoutrinárias.
Felizmente, ainda é tempo de ressignificar a utilidade do Conselho, deixando de lado expressões como "unificação", "movimento espírita" ou qualquer outro termo que separe e isole o espírita do mundo. Com o trocadilho inevitável, é possível dizer que conselhos não faltam. Resta agir.
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